BRASIL : INTIMIDADES ACÚSTICAS E FOTOGRÁFICAS DO PANTANAL 

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INTIMIDADES ACUSTICAS E FOTOGRAFICAS
DO PANTANAL
A FRANÇA E A TUNÍSIA


GERALDO    ESPINDOLA
A legend of the natural, poetic and popular music of Mato Grosso do Sul  
Una leyenda de la música natural, poética y popular de Mato Groso do Sul 


Atras dos Camelotes    Tuiuiu Jaburu   O que foi que eu fiz  Pois é 
 
Quyquyho    Cunhatai Porã Não Violência     É Necessãrio

Imprensa Presse


PARIS-SORBONNE 2006 : VIDEO CONCERT
EN VISITA A PARIS-SORBONA 2006: VÍDEO CONCERTO

  O Imaginária do Local e as Cores do Mundo
                          
               
 


 

 


 Cunhatai Porã
" la belle demoiselle, je t'aime "


Paris Décembre 2005

 

Onde você quer ir meu bem ?
Diga logo pra eu ir também você quer pegar aquele trem ?
E naquele trem que eu vou também é pra Ponta-Porã ?
Cunhatai Porã chero rai rô é pra Corumbá ?
E lá que eu vou pegar um barco e descer o rio Paraguai
cantando as canções que não se ouvem mais


 

 


 E NECESSARIO


Tunis Mars 2007

é importante você
me saber acolher
como eu colho em você
esperanças de querer
me deitar ao seu lado de noite
e deixar que a paixão
me domine num abraço pretender
ser mais forte do que as leis
que me prendem a você

Il est important
que tu saches m’accueillir
Je cueille en toi
les espoirs de vouloir
être à tes côtés la nuit
de laisser la passion
dominer l'étreinte
et de prétendre être plus fort que les lois qui me prennent à toi

 

 

 

 

 







Geraldo Espíndola nasceu em 1952, numa família de músicos de Campo Grande, a capital do Estado do Mato Grosso do Sul.
Esse Estado tem um terço de seu território atravessado pela maior zona úmida do mundo, o Pantanal, e reúne o maior número de indígenas do Brasil (60.000 sobre os 500.000 sobreviventes indígenas do Brasil) após a Amazônia.
O Estado do Mato Grosso do Sul, criado em 1977, é uma região transfronteiriça com a Bolívia e o Paraguai, o máximo ao oeste brasileiro que os desbravadores de terra puderam atingir no final do século dezenove século, após a "Guerra do Paraguai". Este Estado, de 2 milhões de habitantes, tem uma superfície 2 vezes maior que a da França e sua capital, Campo Grande, que agrupa 600.000 habitantes, é um dos mais importantes centros econômicos de todo o Centro Oeste do Brasil. A criação dos bovinos é a atividade econômica essencial desta região : atinge um número médio de 25 vacas per capita.
O Pantanal, abrangendo o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, é uma das maiores reservas de biodiversidade do planeta. Classificado como Patrimônio natural da humanidade, o Pantanal está ameaçado.
A extensão da cultura da soja e a produção bovina que aumentam a desertificação, grandes projetos industriais e as mudanças climáticas no Estado põe em perigo os seus ecossistemas e a cultura indígena.








Géraldo Espindola est né en 1952 dans un famille de musiciens à Campo Grande, capitale du Mato Grosso do Sul.
Cet Etat est traversé, sur un tiers de son territoire, par la plus grande zone humide du monde, le Pantanal, et réunit le plus grand nombre d'indigènes survivants du Brésil (60 000 sur les 500 000 survivants indigènes recensés) après l'Amazonie.
L'Etat du Mato Grosso do Sul, créé en 1977, est cette région frontalière de la Bolivie et du Paraguay, la plus à l'ouest du Brésil, que les défricheurs de terres de la fin du XIX ème avaient pu atteindre, au moment de la "Guerre du Paraguay". Cet Etat de 2 millions d'habitants a une superficie égale à 2 fois celle de la France. Sa capitale, Campo Grande, qui regroupe 600.000 habitants, est le centre économique de tout le Centre-Ouest du Brésil. L'élevage est l'activité économique essentielle : le nombre moyen de vaches par habitant est de 25.
Le Pantanal, situé à cheval sur le Mato Grosso et le Mato Grosso do Sul, est une des plus grandes réserves de biodiversité de la planète. Classé Patrimoine naturel de l'humanité, le Pantanal est pourtant menacé.
L'extension de la culture du soja et de la production bovine, qui accroissent la désertification, de grands projets d'infrastructures industrielles et les changements climatiques mettent en péril les écosystèmes et la culture indigène.



 











Tuiuiú chegou no concho do jacaré, pousou onde dava pé
Na beira do Rio Taquari
Logo depois, então, eu vi
Um jaburu chegar de mansinho
posando pr'uma fotografia
Quase fim do dia, bem colorido
no pé da serra, na primavera
E tão bonito ver tanto bicho vivendo livre por ali
Naquelas barrancas do Taquari
Dá até vontade de virar índio
Ficar contente, tirar a roupa
Entrar no rio, pegar corimbatá, sem medo de arraia
É demais linda a natureza
Que não me traia, seja legal
Como meus amigos, minha mulher
e meu filho novo
Este, sim, terá um grande gozo se preservarmos o Pantanal
Pantanal do tuiuiú-jaburu
Pantanal do bugio, da onça e do jaú



 


 






Geraldo Espíndola é com certeza um dos mais importantes compositores da moderna música popular brasileira de Mato Grosso do Sul e certamente do País. Músico e cantor de raro talento, Geraldo é um artista cuja sensibilidade nutre-se da beleza singular e da cultura extraordinária do meio natural e humano que é o Pantanal, e das lutas e esperanças daqueles que batalham para sobreviver. Sua voz, às vezes áspera, às vezes aveludada, tira suas forças dessa terra, desse ambiente natural, dessas batalhas. Mais que um simples compositor, cantor e músico de talento, Geraldo Espíndola é uma legenda da música de Mato Grosso do Sul e de toda a região Sudoeste do Brasil




 


Geraldo Espíndola est avec certitude un des plus importants compositeurs de la moderne musique populaire brésilienne du Mato.grosso du Sud et certainement du pays. Musicien et chanteur de rare talent, Géraldo
est l' auteur d’une des oeuvres poétiques et musicales les plus intenses du “Mato Grosso do Sul”. Il se nourrit de la beauté singulière et de la culture extraordinaire de ce milieu naturel et humain qu’est le Pantanal ainsi que des luttes et des espoirs de ceux qui luttent pour survivre. Sa voix, tantôt rocaille, tantôt velours, tire sa force de cette terre, de cette nature et de ses combats. Plus qu’un simple compositeur, chanteur, musiciende talent, Geraldo Espindola est une légende de la musique du Mato Grosso do Sul et de toute la région du sud-ouest du Brésil







  Atras dos Camelotes





Atrás dos camalotes segue um espelho que reflete aves e estrelas, seguem barcos, segue a noite.
Atrás dos camalotes seguem sonhos e coisas que só o rio sabe
Segue agosto e a melancolia pela brevidade da vida.
As flores brancas são como bailarinas a flutuar num fugaz instante
Da eternidade.
Atrás dos camalotes segue a inconsistência da felicidade
Seguem quimeras de amor e os restos da noite
.



 



Quyquyho


Quyquyô nasceu no centro
Entre montanhas e o mar
Quyquyô viu tudo lindo
Todo índio por aqui
Índia América deu filhos
Foi Tupi foi Guarani
Quyquyô morreu feliz deixando a terra para os dois
Guarani foi pro sul
Tupi pro norte
E formaram suas tribos cada um em seu lugar
Vez em quando se encontravam
Pelos rios da América
E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão
E sofreram tantas dores acuados no sertão


 

 

 

O que foi que eu fiz



Se o amor me tivesse assim chegado
Digamos que me sentiria alguém fugindo ao perceber meus fardos
Enquanto me alegro penso encontrar um fado,
Deixe-me ser feliz, tudo vem da matriz,
a dor, a cicatriz, o vento e a raiz
Quem foi que disse não contermos o verniz?
Que foi que eu fiz?
Me ensinou a mãe atriz aquele fado que me diz:
quem eu perdi só me deixou saudade
Que foi que eu fiz?
Me ensinou a madrinha atriz
Um fado que diz pra eu ser feliz
Pra eu ser feliz
Pra eu ser feliz


 

 

 
















 

 


 
02/08/2005

Geraldo faz show, grava CD e vai à França
Oscar Rocha


O músico Geraldo Espíndola, autor de clássicos da canção sul-matogrossense – exemplo: "Vida cigana", que compôs em 1978, conta com cerca de 60 regravações –, passará até o fim do ano por experiências inéditas. No dia 11 de agosto gravará o primeiro disco ao vivo – "Intimidade acústica" – ao lado do irmão, o também músico Celito Espíndola. "É a primeira vez que faço um show somente com ele; já cantamos juntos com outros irmãos, mas apenas nós dois no palco é algo inédito", afirma. Na ocasião, também registrará pela primeira vez "Vida cigana". "Muita gente gravou, mas eu nunca tinha feito; finalmente farei".

As novidades acontecerão nos próximos meses, mais precisamente em novembro, quando embarca para a França, onde realizará uma série de apresentações. "Nunca trabalhei no exterior e, de cara, farei vários shows, com possibilidade de viajar para outros países, além da França. Na verdade, a gravação que farei em Campo Grande é uma preparação para as apresentações européias", afirma.

O convite para o tour no exterior é resultado dos contatos que mantém há cerca de 3 anos com o economista francês Léo Dayan. "Ele veio fazer palestra na UCDB e, na época, me convidaram para cantar no evento. Ele gostou muito das minhas músicas e das interpretações, se oferecendo para divulgar por lá meu trabalho". De volta ao país de origem, Léo começou a abastecer o site www.apreis.org – ligado à Universidade de Sorbonne – com canções e informações sobre Geraldo. Aos poucos, a musicalidade do sul-matogrossense despertou a atenção de internautas europeus. "Foi por causa desse interesse que recebi o convite para as apresentações. Até agora, estão confirmados 8 shows, grande parte deles na Costa Francesa, num local chamado Rochelle, um em Paris e outro no norte do país; mas, com certeza, até a data do embarque deverão ser agendados outros compromissos", prevê.

Quando questionado sobre o motivo do interesse dos europeus em torno de sua música, acha que o encantamento surge do distanciamento que faz de certas fórmulas. "Eles estão cheios de música feita com muita orquestra, com ornamentos demais. Estão atrás de algo mais simples, mais acústico, da forma que venho fazendo. Tem também esse lance de ser mais primitivo, segundo o ponto de vista deles. Não posso esquecer que também a parte referente ao Pantanal sempre chama atenção".
A intenção de Geraldo é divulgar na Europa o disco ao vivo que gravará. "Sei que a parte do meu trabalho que as pessoas mais gostam por lá tem a ver com o formato acústico, por isso quero levar este material", planeja.





 
07/02/2007




 



GERALDO ESPINDOLA
em tourné ao França 2005

O cantor e compositor Geraldo Espíndola realizou em Dezembro de 2005 uma tourné pela França, encerrada na Universidade de Sorbonne, Paris. A série de oito concertos levou o título de Passion Concert.
A realização dos espetáculos de Geraldo Espíndola na França foi da ONG APREIS e seu parceiro artístico Lez'arts des Mondes ,que também produziu os concertos, que fizeram parte da programação do Ano do Brasil na França, série de eventos culturais brasileiros realizada naquele país em 2005. Espíndola foi o único artista sul-mato-grossense a participar do Ano do Brasil na França. Luca Maribondo
 


Arrivée à La Rochelle   Chegada à La Rochelle

 


Une répétition à Paris  Uma repetição em Paris




Pause à Royan-Saint Georges de Didonne   Uma pausa à Royan


Le chanteur-compositeur Geraldo Espíndola a réalisé, en décembre 2005, une série de huit concerts en France qui s'est achevée par un concert exceptionnel à l'Université de Paris I Panthéon -Sorbonne.
La série de concerts de Geraldo Espíndola en France, qui portait le nom de Passion Concert, a été conçue, produite et réalisée par APREIS et sa partenaire artistique Lez'arts des Mondes avec l'aide, pour les concerts parisiens, du Magistère de Relations Internationales de l'université de Paris I Sorbonne dans le cadre de la programmation de l'Année du Brésil en France, série d'événements culturels brésiliens réalisés dans ce pays tout au long de l'année 2005. Geraldo Espíndola est le seul artiste du Mato Grosso do Sul qui a été invité à participer à l'Année du Brésil en France. Luca Maribondo



 




L'équipe de la tournée   A equipa da tourné




La voix française en off   A segunda voz em françés




L' équipe parisienne d'accueil   A equipa parisiense de acolhimento

 

 
En concert privé   Em concerto privado






             
AO PROGRAMA OFICIAL 2005 DO ANO DO BRASIL NA FRANÇA



 







 




  

 


 















Irupes / Vitória Régia



 

EM " RADIO DEMOISELLE " NA FRANÇA


  



















  21/12/2005

Um pantaneiro encanta os franceses
Oscar Rocha


Paris é uma festa ? Para um dos músicos mais importantes de Mato Grosso do Sul, a resposta é sim. Não só Paris, toda a França. Ou melhor, aqueles locais por onde Geraldo Espíndola se apresentou durante 15 dias em que esteve no País – ele voltou ao Brasil na semana passada.

O convite inicial era somente para apresentações na Universidade de Sourbonne, em Paris, mas a estada transformou-se em excursão por diversos pontos do País. "Fui até cidades litorâneas mostrar a minha música, tendo recepção extremamente calorosa. Em Paris, também foi muito bom", afirma o músico.

Por causas das performances, recebeu denominações como "Bob Dylan do Brasil" e "Ataualpa Yupanqui pantaneiro" e ainda realizou um sonho: gravou DVD com o show na Sourbonne, além de cenas nas ruas de Paris e entrevista. "O melhor de tudo é que trabalhei com pessoas de altíssimo nível. Pessoas que fizeram tudo para que minha estada por lá fosse a mais maravilhosa possível; foi isso que possibilitou que gravasse o DVD", destaca o músico.

Além da musicalidade, Geraldo também levou para lá informações e imagens do Pantanal, que sempre despertam interesse do público local. "Eles têm conhecimento das coisas da América Latina e do Brasil, incluindo o Pantanal. Há muitos estudos sobre as nossas questões por lá. A França é um país irmão do Brasil na Europa, tem um povo que se parece muito com o brasileiro", aponta.

O sucesso da temporada pode ser constatado pela vendagem do CD mais recente do músico, o registro do show "Intimidade acústica", que aconteceu no Teatro Prosa, em agosto deste ano, apresentando seus principais sucessos em versões despojadas. "Levei 100 exemplares e vendi tudo, muita gente ficou sem. Tive muitos pedidos".
Os shows de Geraldo, num primeiro momento, não fariam parte da programação do Ano do Brasil na França, era iniciativa independente. Porém, terminou entrando e se tornou uma das últimas realizações do evento. A temporada rendeu outras possibilidades internacionais para o músico. Houve contatos para apresentações em 2006 no Estados Unidos – mais especificamente no Texas – e no Japão.

De volta ao Brasil, Geraldo possui dois projetos imediatos. O primeiro é lançar oficialmente o disco "Intimidade acústica". "A primeira prensagem foi para vender na França, agora farei a comercialização por aqui". O outro será o lançamento do DVD gravado na França. "Aguardo a chegada do material feito por lá. É um momento muito bonito da minha carreira", destaca o músico.

Geraldo também se propõe a nova alternativa poética das letras de suas canções. "Quero misturar em minhas músicas palavras em francês, português, espanhol e guarani; fiquei muito inspirado com a viagem na França". Outra atividade é a realização da trilha sonora do primeiro longa-metragem de Arlindo Fernandez.

Mal desfez as malas, Geraldo assumiu compromisso profissional. Na sexta-feira, esteve em Corumbá se apresentando ao lado de coral infantil, no evento do Projeto Monumenta, que contou com a presença do ministro da Cultura, Gilberto Gil.
No sábado, participou do show de Almir Sater. "Fazia tempo que não me apresentava com ele e foi um encontro muito especial. Cantei várias canções de minha autoria".





GERALDO ESPINDOLA
em tourné ao
TUNÍSIA 2007



 

 

 

 

 
Départ de Paris Partida de Paris



Arrivée à Tunis  Chegada em Túnis



Pause à Hammamet   Uma pausa à Hammamet

 


Kairouan

 


Concerto em Kairouan

 

 


Kairouan

 

Não violência

Não violência, naõ violência, não violência não

Do que adianta, ter paciência, se a violência está dentro de ti
Como as raízes de uma árvore para o chão?
Do que adianta lutar por tanta natureza dentro e fora
Se os teus homens tão lunares,querem usinas nucleares
Prá ter nas mãos o medo invisível,violência imprevisível ?
Derretam balas e canhões e artefatos de guerra
Façam as pazes entre nações,vamos nos amar na terra
Que a era que era do homem fera passou

Não violência, naõ violência, não violência não

Tire esse peso da consciência, acabe já com a violência
Que te domina, te alucina, que nos leva a dormência da morte
Por tiro, por bombas dos tiranos
Derretam balas e canhões e artefatos de guerra
Façam as pazes entre nações, vamos nos amar na terra
Que a era que era do homem fera passou

Não violência, não violência, não violência não

Quem sabe ?
Luis Martinez Ruiz/Geraldo Espindola

O índio pré-colombiano
Quem sabe se chamou beijo
Ao idílico sucesso
Tão embriagante, como veio
Quando Eva veio até Adão
Não sei como chamariam
No que desatariam
Seus lábios em colisão.
Aquela doce missão
Outros a continuariam

Quem sabe
Se o Índio Pré-colombiano chamou beijo
Ao feliz acidente
Tão embriagante, que adveio
Quando Eva chegou até Adão
E que nome dar
Ao que seus lábios
justapostos provocaram ?
Aquela saborosa missão
Outros a perpetuaram

A minha alegria é visível.
Mesmo por uma noite sem lua.
Contar-me uma a uma ?
Para o homem é impossível

 

 


Concerto em Túnis

 

 

 


L'équipe de la tournée   A equipa da tourné