Em 500 anos de
existência, o Brasil, de origem colonial portuguesa
e que ocupa quase metade da América do Sul (47,3%),
com uma população de 170 milhões de habitantes
de predominância católica (73%), concentrada
principalmente nas cidades (81%) e em não mais que
0,13% do território nacional, é um país,
não só de significativa diversidade racial e
étnica, como também de diversidade de espécies
naturais do planeta.
Submetido
a um projeto nacional de industrialização concebido
pelo Estado no século XX e interrompido na década
de 80, o país conheceu uma situação paradoxa,
ao se ver ocupando a 8ª economia do mundo em 1998 e hoje
o 2º lugar no ranking da desigualdade social (10% da
população detentora de 50% da riqueza nacional),
além de conhecer, nesse período, um dos mais
rápidos processos de degradação natural
do planeta. A forte concentração das atividades
econômicas e da população sobre pequenas
parcelas do espaço só tem feito piorar a concentração
de renda e exclusão social, condenando cerca de 50
milhões de brasileiros a viverem abaixo da linha da
pobreza, enfrentando problemas graves de desemprego, favelização
e violência. O modelo de desenvolvimento nacional também
exigiu fortes sacrifícios da natureza e das populações
de cultura tradicional, em especial a população
nativa indígena (370 mil e cerca de 200 etnias), trazendo
desequilíbrios e ameaças à sustentabilidade
dos ambientes rurais.
Desse
modo, o Brasil vive um momento de gigantescos contrastes sócio-econômicos
e espaciais. Ao mesmo tempo em que detém o maior e
mais diversificado sistema de ciência, tecnologia e
inovação da América Latina, tanto na
prospecção de petróleo em águas
profundas, construção de aeronaves, produção
do álcool e os recordes de exportação
do agro-negócio (açúcar, soja, suco de
laranja, carne de boi e frango), enfrenta desafios gigantescos
no controle das diferenças regionais, urbano-rurais,
analfabetismo, desemprego, violência, déficit
de infra-estrutura de serviços coletivos, além
da corrupção, dívidas, falência
do aparelho burocrático, das instituições
políticas e da governabilidade.
O Indio do Brasil ?...
Nem índio. Nem ameríndio.
Mas.... Guarani, Kaiowá, Kayapó, Terena,
Xavante, Yawanawa,....
Nem categoria primitiva. Nem categoria de selvagens. Nem
categoria provisória. Nem categoria nacional. Nem
categoria de autarcia. E então .. indígena do Brasil ?
...
Clique sobre cada uma das imagens e abrem vossos olhos
e vossas orelhas
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Le Mato Grosso regroupe une grande partie des Indiens
survivants au Brésil.
L'État du Mato Grosso do Sul, créé
en 1977, est cette région la plus à
l'ouest du Brésil que les défricheurs
de terres de la fin du XIX ème avaient pu atteindre,
au moment de la Guerre du Paraguay.
Campo Grande, 600.000 habitants et capitale de cet
Etat, est le centre économique de toute la
région du Centre-Ouest. L'élevage est
une des activités économiques essentielles.
Le nombre
moyen de vaches par habitant atteint 22
Colóquio internacional
de desenvolvimento local
CULTURA
E SOLIDARIEDADE
EM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL LOCAL
Universidade
Dom Bosco
Campo Grande-Mato Grosso do Sul
Brasil,
26 - 29 Nov. 2003
Coordenação
geral
Cleonice Le Bourlegat
Do evento Promover integração entre organizações
e indivíduos que vivenciam e acompanham experiências
de desenvolvimento local nos mais diferentes contextos
sócio econômicos e político-culturais,
proporcionando um espaço de reflexões sobre
o desenvolvimento humano. Dinâmica O Evento será
desenvolvido por meio de palestras, mesas redondas, comunicações
orais, painéis e apresentação de
cases .
A cheval sur le Mato Grosso et le Mato Grosso do Sul,
vers l'ouest de l'Etat, la plus grande zone humide du
monde et l’une des plus grandes réserves
de biodiversité de la planète (600 espèces
d’oiseaux, 200 espèces de poissons, des dizaines
d’espèces de mammifères...etc), le
Pantanal, occupe une surface de 140.000 km2, soit près
d'un tiers de son territoire. L'extension de la production
bovine qui accroît la désertification et
de grands projets d'infrastructures mettent en péril
cet écosystème fragile. L'UNESCO l'a classéRéserve
Mondiale de la Biosphère.
Cultura e solidariedade no desenvolvimento local.
Processos endógenos de inovação
e gestão em desenvolvimento territorial.
Políticas de desenvolvimento regionais/locais
e sustentabilidade do território
A globalização tem alterado substancialmente
as relações humanas no planeta, apresentando
um novo leque de possibilidades, riscos e desafios.
Essa nova situação origina-se do alto
grau de interdependência de relações
sociais atingidas até o presente, indo desde
as unidades mais pontuais dos territórios organizados,
até as situações mais globais.
Só uma abordagem sistêmica desse complexo
de interações pode ajudar a compreender
essa estreita interdependência existente entre
os diferentes níveis de organização
da sociedade.
Desse
modo, o desenvolvimento humano depende, cada vez mais,
da capacidade de respostas inovadoras, que cada coletividade
pode encontrar em seu próprio local de vida,
numa situação de interdependência
dos outros níveis de organização
territorial. Assim, independente do tempo social vivenciado,
cada sociedade/comunidade precisa investigar suas
capacidades internas de manutenção e
promoção da vida, sempre em consonância
com seus valores culturais de bem-estar, levando-se
em conta também o processo de interação
social e solidária, em diferentes escalas do
território.
O
"Programa de Pós-Graduação
em Desenvolvimento Local" da Universidade Católica
Dom Bosco transformou-se num fórum acadêmico
permanente de debate aberto à sociedade comprometida
com a construção de um novo modelo de
desenvolvimento humano, de base territorial, endógeno
e sustentável, que respeite a diversidade cultural,
valorize a interculturalidade e promova a gestão
local de recursos ambientais, sem perder os elos com
localidades vizinhas e outras escalas do território.
Projetos locais e nacionais de desenvolvimento sustentável
incluem necessariamente a defesa e o desfrute sustentável
do patrimônio ambiental. A ação
governamental em escala local é essencial para
o binômio ambiente-desenvolvimento. Grande parte
das questões ambientais no Brasil está
presente nos demais países latino-americanos,
esboçando uma agenda comum de ação
aos governos nacionais e subnacionais. O texto aponta
mudanças do contexto da ação governamental
local nos países latino-americanos e destaca
algumas características da ação
dos governos locais brasileiros na defesa ambiental.
O
objetivo deste artigo é contribuir para o debate
sobre as aglomerações produtivas e o desenvolvimento
local a partir de uma análise crítica
do desenvolvimento do pólo moveleiro do Município
de Votuporanga, SP. O foco do estudo está voltado
para a avaliação da interação
entre as empresas na construção de capacitação
local, principalmente quanto a qualificação
da mão de obra, e na difusão das inovações.
Parte-se da hipótese que o papel das empresas
componentes do aglomerado produtivo não é
linear, mas que estas podem dinamizar o conjunto do
aglomerado bem como as economias locais, através
da interação sistêmica entre as
empresas e o “ambiente” local.
O
homem (ou a mulher) que recupera artigos usados
nos depósitos de lixo que ele repara
para suas necessidades ou revende no “mercado
paralelo” poderá ser, de maneira
retroativa, socialmente honrado. Elle se criou
uma renda em bens ou dinheiro dispensando
à sociedade e ao Estado de subvencionar
os seus fins de mêses e ele contribue
modestamente a proteger o meio ambiente. Faltaria
divulgar sua função nos jornais
e de se inspirar industrialmente, isto é,
reduzir os fluxos e os estoques de matéria,
de energia e de résiduos que se acumulam
na biosfera. No entanto….
Esse tipo de generalização exige
anteriomente de efetuar o estudo sobre o métabolismo
das substâncias biofísicas dos
produtos, de determinar em uma maior perspectiva
o que pode ser fabricado com os resíduos,
de produzir apenas os componentes cujos resíduos
são eco-revalorizáveis e eco-recicláveis
em fluxo contínuo.
A "Phillips-Eco-Entrerprise Center"
realisou, pelo intermédio de uma associação
local sem fins lucrativos, o "Green Institute"
com 15 empresas «verdes» colaboradoras,
em uma região da cidade de Minneapolis,
nos Estados Unidos, circundada de estradas,
de usinas e de problemas sociais. Devido ao
seu conceito, seu modo de construção
(90% de recursos locais e 79% de materiais
usados) e de exploração, este
centro é un dos mais econômicos
e eficientes no mundo em gestão de
recursos e de energia e um modelo de eco-conexões
industriais, de eco-revitalização
urbana e de inserção social.
La
intención es buscar una alternativa
más para lograr el monitoreo, seguimiento
y evaluación del desarrollo local sostenible.
Los principales retos y desafíos están
en la lectura de lo conceptual, de lo teórico
y de lo práctico en su instrumentación.
La identificación de los ecosistemas
que caracterizan lo local y que le da su personalidad
estratégica con la participación
de los actores sociales decisores le confieren
el principal componente de evaluación
de la sostenibilidad. Los diferentes subsistemas
de evaluación del desarrollo local
sostenible mutuamente se complementan. Disponer
de un sistema de información y conocimientos
de una localidad permite generar el proceso
de administrar continuamente de información
y conocimiento de todo tipo para satisfacer
necesidades presentes y futuras, para identificar
y explotar recursos de conocimiento tanto
existentes como adquiridos y para desarrollar
nuevas oportunidades que permitan consolidar
eldesarrollo sostenible de forma endógena.
Preservação
e desenvolvimento sustentável da comunidade
local e global.
Lowering
human population densities and our unsustainable
consumptive processes are necessary for positively
ethical applied ecology. In particular we
need to target the poor with appropriate resources
and socio-political/spiritual support. Sustainable
Livelihoods, Holistic Resource Management,
Natural Systems Agriculture, and Conservation
and Development of Sustainable Community seem
to be front-running approaches toward achieving
sustainable Local Development in a positively
ethical and ecologically-sound manner
Historicamente,
tende-se a pensar em desenvolvimento
local apenas sob o ponto de
vista econômico, voltado
para o aspecto competitivo.
Muitas pessoas e governos pensam
apenas em questões financeiras,
tributárias e de geração
de receitas. Porém a
globalização,
ao contrário daquilo
que se poderia pensar à
primeira vista, vem justamente
reforçar a importância
do desenvolvimento local, visto
que cria a necessidade da formação
de identidades e de diferenciação
das regiões e das comunidades,
para enfrentarem um mundo de
extrema competitividade.
Dessa forma, torna-se essencial
pensar no desenvolvimento num
contexto local, reforçando
as preocupações
com os aspectos sociais. Outras
visões, menos extremistas,
ainda enfatizam o desenvolvimento
econômico, porém
ainda sem questionar o padrão
atual de desenvolvimento, emtemos
subjetivos. Nesse contexto,
reforça-se a relevância
da globalização
na realidade atual, exigindo
ajustes estruturais na economia
e nas organizações,
para se adaptar ao novo contexto
globalizado. Dá-se assim
grande importância aos
aspectos econômicos, porém
já com uma boa ênfase
nas questões locais e
com uma preocupação
incipiente, porém já
existente, com o desenvolvimento
em termos sociais.
Após os aspectos conceituais,
são apresentados neste
artigo os principais resultados
de uma pesquisa envolvendo duas
amostras de sessenta empresas,
uma no interior do estado de
São Paulo e outra na
província do Quebec no
Canadá. As principais
preocupações foram
comparar essas pequenas e médias
empresas, exportadoras e não
exportadoras, em termos de capacidade
de inovação, utilização
das informações
e capacidade de exportação.
Os resultados ressaltam as diferenças
entre os dois países
e reforçam a importância
das pequenas e médias
empresas para o desenvolvimento
local.
Um
edição da Universidade
Mundial Nomade e do Festival mundial
da Jovem Criação
deveria
realizar-se ao oeste do Brasil,
no Mato Grosso do Sul. Os responsáveis
universitários locais deram
o seu acordo para acolher-o na cidade
Campo Grande.
O local de atuação
da Universidade Mundial Nômade
pretende ser o Mato Grosso do Sul,
espaço caracterizado pelo
impacto do avanço das fronteiras
agrícolas de modernização
sobre a cultura de sociedades tradicionais,
incluindo entre elas, em torno de
50.000 habitantes de diferentes
etnias indígenas (Kaiowá-Guarani,
Terena, Kadiwéu, Guató
e Ofaié Xavante) e imigrantes
transfronteiriços.
Os integrantes dessas sociedades
tradicionais acumularam, ao longo
do tempo, um profundo conhecimento
sobre sustentabilidade ambiental,
seja através da atitude ética
de respeito e compreensão
da linguagem da natureza, da qual
se sentem parte, seja através
da reciprocidade praticada entre
os integrantes dessas sociedades.
Os agricultores empresariais, que
acompanharam o avanço das
fronteiras agrícolas, os
grandes projetos de infra-estrutura
(termoelétrica, gasoduto,
estradas) e alguns empreendimentos
industriais (usinas de álcool,
frigoríficos etc), todos
pautados em tecnologias instrumentais
“pesadas”, respondem
pela significativa degradação
do ambiente natural e social desse
espaço, caracterizado, grosso
modo, pela predominância,
do planalto sedimentar em ambiente
de savanas e, pela planície
inundável do Pantanal. Mais
recentemente, passaram a fazer parte
desse quadro, famílias assentadas
pelo projeto estatal de Reforma
Agrária, sob pressão
constante dos movimentos nacionais
dos sem-terra.
Pantanal
3rd Brazil Expo Développement local
24 - 27 Nov. 2004, Olinda
- Pernambuco